janeiro 31, 2008

Era rapariga para tatuar isto num canto de mim...

Red wine and sleeping pills
Help me get back to your arms
Cheap sex and sad films
Help me get back where I belong.

...de tão verdade que é.

janeiro 30, 2008

Às vezes permito-me um momento de fraqueza. Ontem, permiti-me vários.

Diz quem sabe que incha, desincha e passa. E diz muito bem. A normalidade da emissão foi, assim, retomada.

janeiro 29, 2008

Perfeito.

Visto aqui.

(de repente, já não és tu. sentas-te numa paragem de autocarro vazia e ficas atenta ao trânsito das seis da tarde. ainda anoitece às seis da tarde e tu tens saudades dos dias compridos. não retiras nenhum prazer de tentar adivinhar quem conduz cada carro nem de fingir que estás a caminho de um sítio realmente importante. o céu está escuro sobre a cidade mas mais escuro sobre ti, como se a tua tristeza se tivesse condensado numa nuvem sobre a tua cabeça. ninguém vê a nuvem por cima da tua cabeça. dois homens numa carrinha de mudanças são travados pelo engarrafamento e sorriem-te atrás do vidro fechado. falam um com o outro, acotovelam-se na cabine apertada e fazem-te sinais. rodas a cabeça lentamente na direcção do princípio da avenida, não te apetecem palhaçadas. sentas-te num banco de autocarro vazio. escolhes um banco solitário para não confundires a tua tristeza com a de outra pessoa qualquer. concentras-te. quanto mais música ouves, mais a tua tristeza se depura, até sobrarem apenas o cristais puros que hão-de cair-te dos olhos. precisas de chegar a casa. caminhas devagar, a mala no ombro e a música a fazer-te serpentear entre os carros estacionados no passeio, o teu vizinho à porta do café, as chaves que nunca encontras na mala, o correio que nunca recebes e o som da tua tristeza a espalhar-se pela tua casa vazia.

escolhes um disco a custo. ele entra-te em casa, com o boné a desafiar a tua vontade de evitar um sorriso. não te diz que está tudo bem porque ele sabe que não está. mas canta de mansinho sobre amores pequeninos. faz de conta que a dor amaina. e amanhã há mais.)
De tantos defeitos possíveis, tinham logo que me calhar esta absurda capacidade de acreditar em tudo e de pensar que, um dia, tudo vai ser diferente.

janeiro 27, 2008

Ah, the irony of it all...

Pelo menos duas pessoas vieram parar aqui depois de fazerem uma busca sobre como controlar os nervos.

We're hot!

Fisheye com o sr. Kike, Janeca, Zé e eu retocada pelo Lobomau

janeiro 26, 2008

Thinking is unproductive

Se há coisa em que gostava de ser diferente é naquela maneira que algumas pessoas têm de parecerem naturais em qualquer circunstância. Quando estou com pessoas que não conheço, sinto-me constantemente desajeitada, inadequada, demasiado auto-consciente. É como se essas mesmas pessoas (que não me conhecem) pudessem ver através de mim e descobrissem à primeira os meus pontos fracos.

Hoje tive uma reunião (muito informal) de um projecto novo* que já anda há muito para acontecer. O ponto de encontro foi no Príncipe Real, com o parque cheio de gente a aproveitar este ameno sol de Inverno. Das cinco pessoas que já lá estavam conhecia apenas duas, os mentores do projecto. Fui, obviamente, apresentada a todos e falou-se desde logo do andamento das coisas, dos planos a muito curto prazo, tentámos delinear estratégias para coordenar e rentabilizar o trabalho que aí vem. E foi estranho sentir como todas as pessoas estavam a agir naturalmente, participando na conversa espontaneamente e lançando sugestões sem constrangimentos. Eu, como sempre, tentei participar o mais naturalmente que pude na conversa e parecer descontraída e acessível. Não faço ideia se resultou ou não, só saberei nos próximos tempos quando começarmos a funcionar mais em equipa. Mas, mais uma vez, admirei o à vontade de toda a gente e essa ausência de nervosismo à minha volta.

Já nem sequer vou falar das reacções do meu corpo antes de um encontro com alguém que não conheço. Às vezes sinto que vou morrer com tanta descarga de adrenalina, com tantos tremeliques e suores. Nestas alturas não passo de uma pessoa refém das suas emoções. E é chato.

* aproveitando a embalagem para deixar no ar a novidade... a anunciar brevemente



Now playing: Aaron Thomas - Thinking Is Unproductive

janeiro 25, 2008

Se eu tivesse que fazer um gráfico desta semana (que, infelizmente para mim, ainda não acabou) tentando medir a minha exaustão, o resultado seria uma subida vertiginosa que não pode acabar bem. Apesar de profissionalmente ter sido uma semana mais ou menos calma, o resto da minha vida anda numa tal revolução que parece que me enfiaram numa máquina de lavar e escolheram o programa da centrifugação. Durmo pouco, não tenho paciência para a cozinha, preciso trabalhar novamente este sábado, tenho saudades de casa, não tenho vontade de sair e não consigo parar para pensar.

Não queria que me tirassem o tapete de baixo dos pés.

janeiro 23, 2008

Lisboa ♥

Hoje, Miradouro de Santa Luzia
Sabem assim aquela sensação quando conhecem uma pessoa nova e falam durante horas a fio e tudo parece ser um assunto bom e riem-se das mesmas palhaçadas e têm mesmo vontade de estar com essa pessoa seja em que situação for e pensam que as coisas acontecem a uma velocidade supersónica e às tantas há uma carrada de coincidências que dão por vocês a tentar descobrir o que é que pode estar errado nisto tudo? Pois, é essa mesmo.

janeiro 22, 2008

Epá.

28 anos. Glup.

janeiro 21, 2008

Sede (Tríptico de uma tarde de Inverno)

*suspiro*

Ando há que tempos para escrever uma coisa em grande, assim uma coisa apaixonada e empolgante. Ando a ver se me apanho assim naquele estado febril de onde nascem as grandes sinfonias, os grandes parágrafos e as grandes tomadas de consciência. Não vejo esse dia chegar: nem a seco, nem com indutores de entusiasmo. Mas há qualquer coisa cá dentro a pedir para sair. É como se conseguisse ver o texto, desfocado, só adivinho a massa cinzenta dos caracteres. Lembro-me das oito páginas que já tinha montado/construído/conseguido antes do computador ser formatado e engulo em seco: havia ali matéria blogável.

De maneiras que é isto. Apetecia-me estar a escrever descontroladamente, embalada pelo ritmo da música, sem olhar para trás para corrigir a falta de acentos ou a concordância do verbo mas nada. Há coisas sobre as quais poderia escrever mas nunca com o arrebatamento de que sinto falta. É inútil, vou ficar inquieta como nos últimos dias. Vou deitar-me na cama de casal e meio e vou rebolar poucas vezes até me convencer que está na hora. Vou espreitar o email até me convencer que não há novidades de ninguém e de parte nenhuma. Vou aguardar penosamente o dia de folga para poder ficar deitada a ouvir a vida a acontecer lá fora sem que eu tenha que mexer uma palha. Vou convencer-me (por momentos) que na vida real, ao contrário da ficção, o fim nem sempre se faz anunciar. E, quando chega, é normalmente mais amargo do que nos fizeram acreditar.

janeiro 20, 2008

E nos entretantos...


... ontem comeu-se uma magnífica salada de polvo, umas moelas de fazer salivar qualquer um e bebeu-se rosé muito fresco. Rematou-se tudo com umas partidas de Tekken na PS e terminou-se o dia com a maior gargalhada dos último anos, com as lágrimas a correrem bochecha abaixo, sem parar.


... hoje passou-se o fim da tarde num banco do jardim da Estrela, gozando os tímidos e invernais raios de Sol deste fim de semana e dividindo as atenções entre o sósia do Keith Richards do banco ao lado e o livro que chegou até mim desde Munique.

Huh.

janeiro 18, 2008

S O C O R R O!!!

Pela primeira vez meti dois polvos na panela a cozer (amanhã é dia da dita salada) e estou profundamente enojada, mesmo com medo que aqueles tentáculos comecem a mexer e se enrolem a um dos meus braços, deixando atrás de si um rasto de nhenha que só um polvo consegue deixar! Os bichos podem estar mortos e podem saber muito bem de azeite e vinagre mas duvido que mais alguma vez cozinhe uma coisa destas. Brrrrr!

janeiro 17, 2008

Da exaustão *



Esta semana sinto-me sem forças. Acordo às seis e meia e tudo o que me resta é canalizado para o trabalho, para tentar que sete pessoas trabalhem exactamente no mesmo sentido. Esta pressão só vai parar no Sábado, quando o mês se encerrar para nós e quando não tiver mais que sonhar com números astronómicos. Passo os dias a fazer contas, a ver se o trabalho aparece feito, a tentar lutar contra um sistema informático mais do que deficiente. Como os pedidos entram em tempo real, parece muitas vezes que, em vez de avançarmos, estamos a recuar.

Tenho as costas feitas num oito. Parece que tenho punhos a pressionar constantemente, a empurrar-me os ombros em direcções opostas e por isso só penso numa coisa (além da porcaria do trabalho): m a s s a g e m. Já pedi a colegas para me esticarem os braços e inclusivamente ponderei a hipótese de massagens com os pés mas nada. Decidi que na folga da próxima semana me vou aventurar numa massagem a sério e hoje vou dormir no chão. Como noutras alturas, meço o meu nível de cansaço pela leitura que tenho atrasada: tenho dois Y por ler, dois livros começados quase ao mesmo tempo, uma revista por devorar e outra por recordar. Não consigo fixar páginas com muitas letras mais do que uns cinco minutos e não consigo concentrar-me mais do que esse mesmo tempo. E também não tenho paciência para a televisão. Os únicos momentos de prazer têm vindo do sono e da música que ouço entre a Estrela e Picoas.

Apetecia-me dormir até Sábado às seis da tarde mas tenho que me contentar com amanhã, às seis e meia da manhã. Como a história do burro e da cenoura, o que está a fazer-me avançar são as moelas, a salada de polvo e as amêijoas que vou comer no Sábado. E o vinho verde ou rosé com que vou regar tudo. A companhia vai saber-me bem e vou estar pronta para me rir desta semana infernal. Até lá, vou tentar apenas sobreviver. Acreditem, é difícil.

* é sobre isso esta música, sobre a exaustão e também sobre o meu passado. Se repararem, são os Foo Fighters e a música fala sobre mim: chama-se Exhausted.

janeiro 15, 2008

Eu já vi o dia do Apocalipse.

Desde que me lembro que não sonho. Ou melhor, não tenho sonhos bons, como são entendidos pela maioria das pessoas. Grande parte daquilo que se passa no meu inconsciente/sub-consciente à noite parece-se muito mais com um pesadelo. Mas, mesmo já estando habituada, não paro de me sentir estafada quando o despertador toca às seis e meia da manhã e eu estou a correr num cenário apocalíptico de destruição e caos.

Já tive uma altura em que sonhava maioritariamente com a minha família mais próxima, sendo que a minha mãe era a pessoa mais visada. Sonhei que a desmembravam como se ela fosse uma boneca de plástico, sonhei que a emparedavam viva e que me ofereciam colares de pérolas para que fosse morta. Caí na asneira de tentar encontrar significado para isto num daqueles livros de esoterismo de bolso e arrependi-me: o resultado era qualquer coisa como sonhar com a sua mãe é o símbolo do seu desejo de concretizar o incesto com ela. De maneiras que não quis consultar mais livro nenhum - não preciso de terapia para perceber que tudo não passava de um (odioso) equívoco.

Mas, de há alguns anos para cá, a coisa mudou. E agora, em vez de sonhar com terríveis carnificinas envolvendo o meu núcleo familiar, dou comigo a sonhar com o fim do Mundo. Já sonhei com a trovoada Final mas os sonhos envolvem normalmente eu e dezenas de máquinas descontroladas. Em alguns sonhos, as máquinas erguiam-se do solo para exterminar tudo o que viam à sua volta (e por isso me impressionei tanto com a última Guerra dos Mundos); noutros, como esta semana, há objectos voadores semelhantes a aviões que distribuem lasers e demais munições por Lisboa inteira. Começa sempre tudo com um momento de silêncio aterrador, após o qual se desencadeia toda a sequência de destruição. Corro normalmente muito, durante o sonho todo, diria e, curiosamente, consigo arranjar um esconderijo mais ou menos seguro. Mas a ideia de que o que conheço como Mundo não vai estar à minha espera paralisa-me.

Eu gosto de analisar os meus próprios sonhos. Muitas vezes, o seu significado é óbvio e consigo reconstruir com eles os meus medos ou preocupações temporárias. Mas estas últimas variações deixam-me desorientada e não há nada que consiga associar a elas. Já pensei procurar na internet mas acho que, no fundo, tenho receio da explicação que vou encontrar. Enquanto isso, deito-me todos os dias a pedir para ter um sonho daqueles bons, daqueles em que se passa o sonho todo a beijar na boca ou daqueles em que, subitamente, consigo voar. Não tenho pedido o suficiente, parece-me.

Hipérbole(s)

Perto dele sinto-me modestamente perigosa e drasticamente perdida.

janeiro 14, 2008

Além de contas, o carteiro traz felicidade


Hoje foi dia de receber o correio. E também foi dia de me enjoar oficialmente da música nova da Alicia Keys, porque as moças lá do departamento teimam em ouvir a mesma rádio o dia todo e essa rádio não é a Radar. Mas, voltando ao correio, ele chegou finalmente. Já sabia que não chegaria a tempo do Natal mas não me importei muito porque já tinha a minha maior prenda comprada. E não é à toa que tenho que adorar a globalização. Compra-se a mercadoria na loja americana e ela chega até nós desde a Nova Zelândia!

Nem sempre sei porque encomendo os livros em vez de tentar encontrá-los numa livraria portuguesa. É verdade que muitas vezes é difícil encontrar os originais em inglês e ainda mais a preços aceitáveis. Mas o que sinto é que o facto do livro atravessar o oceano inteiro ou metade de um continente o torna ainda mais especial; como se o enredo beneficiasse desse longo percurso até acabar nas mãos do leitor. Depois há toda esta excitação da espera, que deriva também da possibilidade da encomenda ficar retida na alfândega (de duas encomendas de supostas prendas de Natal não há ainda sinal...).

Quanto mais navego na internet, mais descubro sítios fantásticos para gastar dinheiro. Alguns não fazem envios internacionais, mas já consegui coisas verdadeiramente originais e feitas à mão nessas minhas incursões. Existem ainda muitas coisas que nos estão vedadas e às quais dificilmente teremos acesso, por razões de logística ou princípios comerciais. Mas, por enquanto, ainda consigo deslumbrar-me com o que há por aí. E se souberem de algum segredo bem guardado, abram uma excepção e partilhem comigo

janeiro 13, 2008

Clean slate *

Estava mais do que na hora. Aliás, há muito que tinha este projecto em mãos mas demasiada preguiça para o concluir. Esta é a nova cara do blog, mais suave e personalizada. Espero que seja do agrado. É, de qualquer maneira, um trabalho inacabado :)

* ou quase, porque o conteúdo, pelo menos, ficou.

janeiro 12, 2008

Amigo emigra, eu também gosto muito de ti mas...

...desculpa lá, nunca o maestro diria tal coisa. O gajo chorou quando marcou um golo ao Benfica. Snif.

(Instaurámos o hábito no ano passado: ele oferece-me um livro que tenha lido, eu faço exactamente o mesmo. Este ano calhou-me A morte de um apicultor de Lars Gustafsson, a ele Mulheres de Charles Bukowski. No embrulho que vêem na imagem acima, Rui Costa diz 'Sporting é o maior' e o Camacho responde 'Podes crer, ó Rui'.)

janeiro 08, 2008

Só porque sim.



Porque não consigo deixar de ouvir esta música. E porque me apetecia mesmo muito experimentar. Pronto.

A música é, obviamente, dos LCD Soundsystem e as imagens são minhas. No harm was done to the shoes while shooting this video.

janeiro 07, 2008

Sou muito amiga do alheio

Liguei pela primeira vez o computador em Lisboa depois do disco ter sido formatado. É certo que perdi a parte da minha memória que nele tinha armazenado, situação que (espero!) não se repetirá. Mas o melhor estava guardado para o fim: depois de ligar o computador, reparo que me liguei automaticamente a uma rede sem fios. Espero que o dono da ligação não esteja a ler este post ou que, pelo menos, desconheça a minha morada. É que escrever enquanto estou no conforto do meu quarto é outra qualidade.

Cada vez mais me convenço de que o equilíbrio cósmico existe mesmo.

janeiro 05, 2008

Um longo Sábado de tédio

...estas duas semanas foram estranhas e passadas sempre a correr entre dois ou mais sítios diferentes. Com o barril do petróleo a passar os cem dólares, vou de certeza ter que equacionar melhor a quantidade e/ou a frequência das minhas viagens...
É nisto que me apanho a pensar neste Sábado mortiço.

Há coisas melhores para pensar num dia destes, realmente. Posso pensar como o portátil apanhou um vírus que conseguiu dizimar todo o conteúdo do disco. Nas séries e na música que tinha lá eu nem penso - saca-se outra vez. Mas o que hei-de dizer das fotografias? De que maneira vamos repetir todos os momentos, como vamos guardar todos os sítios novos sem ser na retina (sim, até tive tempo para me lembrar do Gabriel Alves entretanto...)? Lembro-me de ir a passear pelas ruas de Leuven com o amigo emigra e de que como ele me disse que perdeu todas as fotos de Copenhaga ( se não estou em erro). Eu ri-me e disse que agora ele não tem provas de alguma vez ter estado lá. Neste momento, não me estou a rir.

Apesar do tempo invernoso e absolutamente convidativo a enfiar-me debaixo do edredon, em luto, estou a esforçar-me por pensar positivo. Mas é inevitável que o pensamento aterre sempre nos currículos, num conto que já ia com oito páginas, nas listas que organizavam toda a minha música e filmes. Mas tudo bem: no fundo, eu gosto de começar de novo. Já estou habituada e até sabe bem poder reorganizar tudo, instalar apenas o necessário. E entretanto, enquanto espero que o computador regresse à base, estou a olhar para uma caixa inteirinha de Merci. Vou levar isto ali à sala antes que seja tarde demais. Vou resmungando baixinho que odeio as novas tecnologias.

janeiro 02, 2008

Best of 2007

Afinal, não foi um ano nada mau. Nada mau, mesmo.

Resolução para 2008

Ter a Someone great dos LCD Soundsystem como possível toque de telemóvel para a eventualidade de aparecer alguém digno dessa designação.

Feliz Ano Novo desde o Casal do Sesmo!



Com toda a encenação, festejos e movimento possíveis.